Você já sentiu aquele momento em que alguém realmente acreditou que ia acertar… e errou mais ainda? Então.
Shigeru Miyamoto ficou genuinamente surpreso com a recepção de Super Mario Galaxy: O Filme. E não foi uma surpresa leve — foi aquele tipo de choque de quem achava que dessa vez tinha “entendido o jogo”.
O filme chegou com tudo nas bilheterias, mas quando o assunto é crítica… o tom muda completamente. No Rotten Tomatoes, a aprovação está na casa dos 43%. Pra comparação, o primeiro filme já não era exatamente um queridinho da crítica — e mesmo assim tinha conseguido algo melhor.
E aí vem a parte curiosa: Miyamoto realmente achava que dessa vez seria diferente.
Segundo ele, as críticas do primeiro filme até faziam sentido. Existia ali uma consciência de que dava pra melhorar. Só que, na cabeça dele, Galaxy seria justamente essa evolução.
Não foi.
Na prática, o que muita gente está apontando é o mesmo problema de antes — só que mais evidente: um desfile de referências, nostalgia jogada na tela… e pouca história de verdade pra sustentar tudo isso.
E aqui entra um ponto que sempre aparece:
“Ah, mas é filme pra criança.”
Só que isso já não cola faz tempo.
A indústria inteira já provou que dá pra fazer animação divertida, inteligente e com camadas. Filmes que funcionam pra criança… e continuam bons quando você cresce. O problema não é o público — é a proposta.
E talvez seja isso que mais incomoda: Super Mario Galaxy parece mais um “parque de referências” do que um filme de fato.
Agora, do outro lado… o público tá curtindo. E bastante. A aprovação da audiência está lá em cima, perto dos 89%. Ou seja: quem vai pelo carinho com os personagens, sai feliz.
Mas fica aquela sensação meio estranha no ar…
Imagina se, além de divertido, também fosse um filme realmente bom?
Daqueles que você reassiste anos depois — não só porque ama o personagem, mas porque a história vale.
Porque no fim, não falta amor pelo Mario.
Falta tratar esse universo como algo maior do que só fan service.