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Se tem uma coisa que combina com Elden Ring… é o mistério.
E aparentemente, o filme resolveu levar isso a sério até demais.

A adaptação cinematográfica simplesmente apareceu com data marcada — 3 de março de 2028 — e um elenco tão grande que parece mais uma reunião da Távola Redonda do que uma produção de Hollywood.

No meio desse caos organizado, nomes como Kit Connor, Ben Whishaw, Cailee Spaeny e Nick Offerman já estavam confirmados…
e agora ganharam companhia de um verdadeiro exército: Tom Burke, Havana Rose Liu, Sonoya Mizuno, Jonathan Pryce, Ruby Cruz, Jefferson Hall, Emma Laird e Peter Serafinowicz.

Sim, é gente suficiente pra interpretar metade das Terras Intermediárias… ou morrer nelas.

E aí vem a parte mais “Elden Ring” de todas:
ninguém sabe quem é quem.

Zero confirmação de personagens. Nenhuma pista concreta. Só especulação, teoria e aquele clássico sentimento de estar perdido num mapa gigante sem tutorial.

Mas vamos ser sinceros? Isso aqui já diz muito.

Com Alex Garland na direção — o mesmo cara por trás de Ex Machina — e George R. R. Martin envolvido na produção, fica claro que o filme não quer ser só uma adaptação qualquer. Existe uma intenção aqui de manter o DNA do jogo: denso, estranho e, provavelmente, um pouco confuso de propósito.

E faz sentido.

Porque adaptar Elden Ring de forma “explicadinha” seria quase trair o que o jogo é. A graça nunca foi entender tudo — foi montar o quebra-cabeça aos poucos, errar o caminho, cair num boss absurdo e sair com mais perguntas do que respostas.

Falando em boss…
a gente pode esperar tudo.

De um possível confronto com Godrick the Grafted até o caos cósmico de Starscourge Radahn, passando por figuras icônicas como Ranni the Witch e Queen Marika.

Ou não.

Porque, de novo… ninguém sabe.

E talvez essa seja a melhor parte.

No meio de tantas adaptações que entregam tudo no trailer, Elden Ring tá fazendo o contrário: escondendo o jogo. Literalmente. E isso deixa tudo mais interessante.

A única “pista” até agora? Um cenário que lembra aquelas igrejas espalhadas pelo mapa — o tipo de lugar que você entra achando que vai só pegar um item… e sai questionando a existência.

No fim, a sensação é uma só:

Esse filme pode ser incrível.
Ou pode ser um completo delírio cinematográfico.

Mas uma coisa é certa…
se alguém gritar “MALDITO BAYLE” no cinema, não vai ser sozinho.

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Autor

Rafaela Yamazato

rafayamazato@laranjacast.com.br

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