O clima entre a Microsoft e a ex-presidente da FTC, Lina Khan, voltou a esquentar — e tudo por causa de um aumento de preço. Depois que o Game Pass Ultimate subiu 50%, chegando a US$ 30 por mês, Khan foi ao X (antigo Twitter) para criticar a empresa e, de quebra, relembrar a polêmica compra da Activision Blizzard, aquela do Call of Duty.
“Quando as gigantes ficam grandes demais pra se importar, elas pioram as coisas pros clientes sem medo das consequências”, escreveu ela, como quem diz: “não falei?”
Durante o governo Biden, Khan tentou barrar o acordo de US$ 70 bilhões entre Microsoft e Activision, alegando que a fusão prejudicaria o mercado e os consumidores. O tribunal acabou dando vitória à Microsoft, mas o tempo parece ter dado à FTC um “pontinho moral”: desde a aquisição, vieram aumentos de preços, demissões e críticas sobre qualidade e investimento.
Pra completar o constrangimento, os jogadores desenterraram promessas antigas da própria Microsoft feitas durante a fusão:
“Os preços do Game Pass não aumentarão como resultado da fusão.”
Pois bem… 2025 chegou, Call of Duty está no Game Pass — e a mensalidade disparou. Coincidência ou não, parece o roteiro perfeito para um documentário chamado “Quando o marketing encontra a realidade”.
Enquanto isso, a Microsoft defende que US$ 30/mês é um valor justo para ter acesso a centenas de jogos e lançamentos no Day One. Só que, sem divulgar mais dados sobre o desempenho do Xbox, fica difícil saber se o preço alto vem de estratégia… ou de confiança demais.
Resumo da rodada:
- Game Pass agora custa US$ 30 mensais.
- Lina Khan: “Eu disse que isso ia acontecer.”
- Jogadores: “Peraí, vocês prometeram o contrário.”
- Microsoft: “É o preço da diversão premium.”
Quanto custa o novo Xbox Game Pass no Brasil?
- Game Pass Essential: R$ 43,90/mês
- Game Pass Premium: R$ 59,90/mês
- Game Pass Ultimate: R$ 119,90/mês