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A era Daniel Craig terminou com 007 – Sem Tempo Para Morrer, mas a missão mais difícil do universo Bond talvez esteja apenas começando: encontrar alguém capaz de vestir o smoking sem parecer que está apenas brincando de agente secreto.

Com Denis Villeneuve confirmado na direção de Bond 26 e a produção prevista para começar em 2027, a corrida pelo papel de James Bond entrou em sua reta final. E, segundo as informações mais recentes, sete atores aparecem entre os nomes considerados.

A lista mistura estrelas já consolidadas, talentos em ascensão e alguns candidatos que ainda não carregam o peso de um blockbuster nas costas.

Em outras palavras: tem de tudo.

Jack Lowden : o espião que praticamente já está treinando

Se existe alguém nesta lista que já sabe como é interpretar um agente britânico, esse alguém é Jack Lowden.

Conhecido principalmente por Slow Horses, onde interpreta River Cartwright, Lowden já recebeu reconhecimento por sua atuação na série, incluindo indicações ao Emmy e ao Globo de Ouro.

Também participou de filmes como Dunkirk e Mary Queen of Scots.

Aos 36 anos e com 1,85 m, Lowden possui a combinação de experiência, presença física e maturidade que poderia funcionar muito bem para um Bond mais próximo da proposta realista de Daniel Craig.

E existe outro detalhe interessante: ele seria apenas o segundo escocês a interpretar James Bond no cinema, depois de Sean Connery.

Se Villeneuve quiser um 007 mais sério, calculista e menos preocupado em fazer pose, Lowden parece praticamente uma escolha feita sob medida.

Callum Turner: o Bond que parece ter saído de uma descrição de Ian Fleming

Callum Turner tem uma vantagem que não pode ser ignorada: ele simplesmente parece um James Bond.

Com 36 anos e 1,88 m, Turner reúne presença física, elegância e um tipo de carisma que combina naturalmente com o personagem.

Sua carreira inclui produções como Animais Fantásticos e Masters of the Air, além de trabalhos dramáticos e românticos.

Ele também possui uma qualidade que pode ser importante para Villeneuve: sabe equilibrar seriedade com humor.

Isso permitiria construir um Bond mais seco e sofisticado, sem necessariamente transformar o personagem em uma máquina de sofrimento.

Entre todos os nomes da lista, Turner talvez seja aquele que mais facilmente faz o público olhar para a tela e pensar:

“Sim. Esse cara é James Bond.”

Jacob Elordi: o Bond que faria a internet perder a cabeça

Jacob Elordi seria uma escolha bastante diferente.

O australiano ganhou notoriedade com A Barraca do Beijo e Euphoria, mas posteriormente mostrou uma faceta muito mais versátil em trabalhos como Saltburn, Frankenstein e O Morro dos Ventos Uivantes.

Com 29 anos e impressionantes 1,95 m, Elordi seria o Bond mais alto da história caso assumisse o personagem.

Mas sua principal arma talvez seja outra: presença de tela.

Elordi possui aquele tipo de aparência que o cinema de espionagem simplesmente adora.

E isso aparentemente pesa na seleção, já que a busca pelo novo Bond inclui candidatos capazes de transmitir forte apelo e presença.

O grande ponto de interrogação é sua nacionalidade australiana.

Bond tradicionalmente está associado ao Reino Unido, mas isso não significa que a produção esteja necessariamente presa a essa regra.

Se Elordi for escolhido, a franquia deixará claro que, para vestir o smoking, ser britânico pode ser menos importante do que parecer perigosamente convincente dentro dele.

Jack O’Connell: o candidato que chega com experiência de combate

Jack O’Connell é provavelmente um dos atores mais versáteis dessa lista.

Ele já passou por dramas intensos, filmes de guerra, histórias de ação e personagens moralmente questionáveis. Entre seus trabalhos estão Unbroken, ’71, Starred Up, Sinners e 28 Years Later: The Bone Temple.

Também possui uma conexão direta com Steven Knight graças a SAS: Rogue Heroes.

Ou seja, ele já conhece o tipo de universo que pode ajudar a construir um Bond mais físico e agressivo.

Aos 36 anos, O’Connell é um dos candidatos mais experientes.

Sua altura de 1,73 m, entretanto, faria dele o Bond mais baixo desde Daniel Craig.

Mas, sinceramente, depois de tantos anos discutindo altura de atores como se o MI6 tivesse um departamento de engenharia de escadas, talvez isso seja o menor dos problemas.

O’Connell tem presença suficiente para compensar isso facilmente.

Paul Mescal: o nome que transformaria Bond em evento

Paul Mescal é provavelmente o candidato com maior prestígio artístico da lista.

Desde Normal People, o ator construiu uma carreira marcada por trabalhos como Aftersun, Gladiador II e Hamnet. Também possui dois BAFTAs e indicações ao Oscar, Emmy e Globo de Ouro.

E isso coloca Mescal em uma posição diferente.

Ele não precisaria usar Bond para se tornar uma estrela.

Ele já é uma estrela.

Aos 30 anos, também teria espaço para permanecer no papel durante muitos anos.

Mescal consegue interpretar vulnerabilidade, intensidade, charme e brutalidade com bastante naturalidade. Para uma versão de Bond mais humana e emocionalmente complexa, ele seria uma escolha extremamente forte.

O problema é simples: justamente por ser um dos atores mais valorizados da geração atual, a pergunta passa a ser se Mescal realmente precisa do personagem.

E se ele quer passar uma década sendo perseguido por vilões enquanto a internet discute se seu terno está bem ajustado.

Quem parece estar mais preparado para ser 007?

A lista mostra que existem pelo menos três caminhos possíveis.

Jack Lowden e Jack O’Connell oferecem experiência, maturidade e uma abordagem mais realista.

Callum Turner e Harris Dickinson representam o equilíbrio entre o Bond clássico e uma nova geração.

Paul Mescal e Jacob Elordi seriam escolhas capazes de transformar o anúncio do novo 007 em um verdadeiro acontecimento cultural.

E Jack Barton seria a aposta mais inesperada, permitindo que a franquia construa uma estrela praticamente do zero.

O mais curioso é que nenhum deles parece uma escolha absurda.

E talvez essa seja a maior dificuldade de Villeneuve.

Ele não precisa apenas encontrar um bom ator.

Precisa encontrar alguém capaz de convencer o público de que, depois de Daniel Craig, existe outro homem no mundo que merece dizer:

“Meu nome é Bond. James Bond.”

A escolha pode definir não apenas Bond 26, mas toda a próxima era da franquia.

E, considerando o tamanho da responsabilidade, é melhor que Villeneuve escolha certo.

Porque errar o Martini é perdoável.

Errar o Bond, não.

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Autor

Rafaela Yamazato

rafayamazato@laranjacast.com.br

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