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A segunda temporada de X-Men ’97 foi muito além de uma simples continuação da animação. Com viagens no tempo, versões alternativas de personagens e conexões com eventos cósmicos da Marvel, a série trouxe novas peças importantes para a Saga do Multiverso do MCU.
Mesmo sem acontecer diretamente na Terra-616, a produção estabeleceu conceitos que podem ter consequências para o futuro do universo compartilhado da Marvel. Confira as quatro principais revelações.
4. Eson, o Buscador, está de volta
Um dos maiores retornos da temporada foi Eson, o Buscador, o poderoso Celestial que já havia aparecido em Guardiões da Galáxia.
Na nova animação, Eson está diretamente ligado à origem de Apocalipse, utilizando uma tecnologia cósmica para transformar En Sabah Nur no poderoso mutante. Um detalhe chamou ainda mais atenção: o Celestial aparece utilizando algo semelhante à Joia do Poder.
Nos quadrinhos, Eson faz parte dos chamados “Jardineiros”, seres cósmicos que acreditam que evolução e sofrimento estão diretamente ligados. A aparição reforça que os Celestiais continuam tendo importância dentro do multiverso da Marvel.
3. A misteriosa Sala Branca Quente pode ter sido apresentada
Durante a temporada, Apocalipse, Vampira e Noturno encontram Eson em um misterioso espaço completamente branco.
Para os fãs dos quadrinhos, o cenário pode ser uma referência à White Hot Room (Sala Branca Quente), um dos locais mais importantes ligados à Força Fênix.
O lugar é descrito nos quadrinhos como um reino cósmico relacionado à criação e ao coração da própria Força Fênix. Caso a interpretação esteja correta, X-Men ’97 pode ter introduzido oficialmente um dos conceitos mais poderosos da mitologia mutante no universo animado da Marvel.
E a conexão pode ser ainda maior: a presença de Eson nesse local levanta a possibilidade de que outros Celestiais também estejam ligados à Sala Branca Quente.
2. Kang, o Conquistador retorna ao multiverso
Quando parecia que Kang, o Conquistador havia sido deixado de lado pela Marvel, X-Men ’97 surpreendeu ao trazer uma nova versão do personagem.
Na realidade da animação, Kang aparece como Rama-Tut, governante do antigo Egito. A variante estava interessada na tecnologia utilizada para criar Apocalipse, mas acabou abandonando seus planos diante do poder do mutante.
A participação também faz referências a outras identidades de Kang, incluindo Victor Timely, personagem apresentado em Loki.
A aparição é especialmente interessante porque Kang havia sido planejado originalmente como um dos principais vilões da Saga do Multiverso. Sua presença em X-Men ’97 mostra que o personagem ainda pode ter importância na complexa cronologia do universo Marvel.
1. Mutantes podem viajar fisicamente pelo tempo
Talvez a maior revelação da temporada seja a introdução de Rachel Summers, também conhecida como Mãe Askani.
Filha de Ciclope e Jean Grey em uma linha temporal alternativa, Rachel possui habilidades relacionadas à manipulação do tempo. Diferentemente de poderes já vistos anteriormente, ela é capaz de transportar pessoas fisicamente através do tempo e do espaço.
A descoberta estabelece um precedente importante para o futuro dos mutantes no MCU: poderes mutantes podem estar diretamente ligados à manipulação temporal.
Isso também cria uma conexão interessante entre a atual Saga do Multiverso e a futura Saga Mutante, especialmente considerando a importância que personagens como Rachel, Jean Grey, Ciclope e a Força Fênix possuem nos quadrinhos.
X-Men ’97 pode ser mais importante para o MCU do que parece
Embora a animação tenha sua própria realidade e continuidade, a segunda temporada deixou claro que seus conceitos podem conversar diretamente com a mitologia maior da Marvel.
Celestiais, Kang, Força Fênix, viagens no tempo e realidades alternativas colocam X-Men ’97 em uma posição cada vez mais interessante dentro do multiverso.
Com a Marvel se aproximando de grandes eventos como Vingadores: Guerras Secretas, essas conexões podem se tornar ainda mais relevantes — principalmente agora que os mutantes começam a ocupar um espaço maior no futuro do MCU.