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Se ainda existia alguma dúvida de que Christopher Nolan conseguiria transformar um poema escrito há quase três mil anos em um dos maiores eventos do cinema, ela acabou neste fim de semana.
A Odisseia chegou aos cinemas dos Estados Unidos arrecadando impressionantes US$ 124,5 milhões em apenas três dias e já começou sua trajetória fazendo história. O longa não apenas liderou as bilheterias com folga, como também quebrou cinco recordes logo em sua estreia.
O resultado confirma algo que Hollywood já aprendeu faz tempo: quando Nolan lança um filme, o público aparece.
Uma estreia digna de lenda
O desempenho de A Odisseia garantiu uma coleção de recordes logo no primeiro fim de semana.
Entre eles está a maior estreia da carreira de Matt Damon como protagonista, superando O Ultimato Bourne. O longa também se tornou a maior abertura de um filme de Christopher Nolan fora da trilogia Batman, ficando atrás apenas de O Cavaleiro das Trevas e O Cavaleiro das Trevas Ressurge.
Como se isso não bastasse, o filme ainda conquistou a maior estreia de um live-action em 2026 nos Estados Unidos, a maior abertura de um filme para maiores de 18 anos no ano e o melhor lançamento da história da Universal para uma produção com classificação R.
Nada mal para um filme baseado em um clássico da literatura.
O público comprou a ideia
Muito antes da estreia, A Odisseia já dava sinais de que seria um fenômeno. Sessões em IMAX 70 mm esgotaram com antecedência, e a expectativa em torno da produção só aumentava conforme os trailers eram divulgados.
Agora, com o filme finalmente em cartaz, a resposta do público parece confirmar toda essa empolgação. A produção recebeu 97% de aprovação dos espectadores no Rotten Tomatoes, a melhor avaliação de audiência da carreira de Christopher Nolan na plataforma.
É aquele tipo de recepção que costuma gerar um forte boca a boca — e, em bilheteria, isso vale ouro.
A missão agora é outra
Apesar do excelente começo, a jornada de A Odisseia está só começando.
Com um orçamento estimado em US$ 250 milhões, o longa ainda precisa arrecadar cerca de US$ 625 milhões mundialmente para atingir seu ponto de equilíbrio. Parece um número assustador, mas o início da campanha mostra que essa meta está longe de ser impossível.
Depois de ver Oppenheimer surpreender o mundo e encostar na marca de US$ 1 bilhão, poucos duvidam da capacidade de Nolan de repetir o feito.
E, considerando o ritmo dessa estreia, sonhar com mais um blockbuster bilionário deixou de parecer exagero.
O Top 5 das bilheterias
Enquanto A Odisseia dominava os cinemas, os outros filmes apenas tentavam acompanhar o ritmo.
Confira o ranking do fim de semana nos Estados Unidos:
1º – A Odisseia — US$ 124,5 milhões
2º – Moana — US$ 19 milhões
3º – Minions e Monstros — US$ 14,8 milhões
4º – Toy Story 5 — US$ 14,8 milhões
5º – Evil Dead Burn — US$ 5 milhões
Sem grandes estreias programadas para os próximos dias, tudo indica que o épico de Nolan continuará navegando sozinho no topo das bilheterias até a chegada de Homem-Aranha: Um Novo Dia, no fim do mês.
Nolan continua sendo um dos últimos diretores que vendem filmes pelo nome
Em uma época em que franquias costumam ser o maior chamariz para o público, Christopher Nolan segue provando que ainda existe espaço para diretores que transformam seu próprio nome em um evento.
Foi assim com A Origem. Foi assim com Interestelar. Foi assim com Oppenheimer. E agora acontece novamente com A Odisseia.
No fim das contas, talvez o maior recorde do filme nem seja o valor da estreia. É mostrar que, em pleno 2026, basta aparecer o nome de Christopher Nolan no cartaz para milhões de pessoas comprarem o ingresso antes mesmo de saberem como termina a viagem.