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O novo filme de terror com zumbis estrelado por Daisy Ridley chega como um dos primeiros lançamentos de 2026 já fazendo barulho — e não é pouco. We Bury the Dead estreia nos cinemas neste início de ano com uma recepção crítica forte, daquelas que já colocam o filme na conversa antes mesmo do público geral entrar na sala.

Dirigido e escrito por Zak Hilditch, o longa aposta menos no espetáculo e mais no peso emocional de um mundo que já acabou. A história acompanha uma mulher atravessando as ruínas de um desastre militar em busca do marido, enquanto tenta sobreviver a um cenário dominado por mortos-vivos e decisões moralmente impossíveis. No elenco, além de Ridley, estão Brenton Thwaites, Mark Coles Smith, Matt Whelan, Chloe Hurst e Kym Jackson.

Mesmo antes da estreia oficial, o filme já vinha chamando atenção desde sua passagem por festivais, mantendo uma média de aprovação consistentemente alta. Hoje, a recepção crítica o coloca confortavelmente acima dos 80%, consolidando We Bury the Dead como um dos trabalhos mais bem avaliados da carreira de Daisy Ridley fora do universo Star Wars.

Aliás, dentro da filmografia da atriz, o longa já supera vários projetos do período pós-saga espacial e fica atrás apenas de alguns títulos específicos que marcaram sua trajetória. Isso, por si só, já diz bastante.

O timing também ajuda. Janeiro costuma ser um mês mais tranquilo nos cinemas, e We Bury the Dead chega sem enfrentar concorrência direta dentro do gênero. Ainda há alguns títulos de dezembro resistindo em cartaz, mas nada que dialogue diretamente com o terror pós-apocalíptico que o filme propõe. O único concorrente de peso vem de um lugar completamente diferente — o que, ironicamente, pode jogar a favor do filme.

Mais do que isso, We Bury the Dead acaba funcionando como um aquecimento involuntário para a nova leva de histórias com zumbis que chega nas semanas seguintes. E se esse filme é o termômetro, o gênero começa 2026 em um estado surpreendentemente saudável.

Para Daisy Ridley, o longa representa mais um passo firme fora da sombra de Star Wars. Desde o fim da trilogia, ela vem experimentando gêneros, papéis e tons diferentes — e tudo indica que este pode ser o projeto que melhor equilibra risco artístico e retorno crítico até agora.

Com novos filmes já alinhados e um momento claramente mais confiante na carreira, We Bury the Dead não parece só mais um terror de zumbis. Parece aquele filme que, meses depois, todo mundo vai dizer: “devíamos ter prestado mais atenção quando estreou”.

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Autor

Rafaela Yamazato

rafayamazato@laranjacast.com.br

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