Emma Stone já se transformou em muita coisa no cinema — de uma aspirante a atriz sonhadora em La La Land a uma cientista com parafusos soltos em Poor Things. Mas dessa vez, em Bugonia, ela foi além: raspou completamente a cabeça. E, segundo a própria, o medo era real.
Em entrevista à Entertainment Weekly, Emma contou que ficou “com muito medo” antes da gravação da cena em que sua personagem, a CEO Michell Fuller, aparece raspando o cabelo. “Eu estava meditando pra conseguir ficar parada. Tinha medo de estragar o momento”, confessou. A pressão fazia sentido: a cena foi gravada em uma única tomada, com quatro câmeras captando cada segundo.
O diretor Yorgos Lanthimos, velho conhecido da atriz (eles já trabalharam juntos em A Favorita, Poor Things e Kinds of Kindness), disse que a hesitação de Emma foi mínima — “apenas um friozinho na barriga”. Segundo ele, a atriz topou o desafio de primeira, e quando viu o resultado, “se sentiu ótima e livre”.
Mas raspar a cabeça foi só o começo das excentricidades de Bugonia. O filme, uma refilmagem da obra sul-coreana Save the Green Planet!, mistura comédia e ficção científica de um jeito totalmente fora da curva. Na história, dois homens obcecados por teorias da conspiração sequestram a CEO de uma grande farmacêutica — a personagem de Stone — acreditando que ela é uma alienígena disfarçada, enviada para destruir a Terra.
E, claro, tem bizarrice de sobra. O personagem de Jesse Plemons acredita que precisa cobrir o corpo inteiro da CEO com camadas espessas de loção para “neutralizar seus poderes alienígenas”. O problema? Como explicou Stone, o calor do corpo humano — cerca de 37°C — faz com que “a maioria dos cremes derreta”, o que exigiu vários testes até encontrarem o produto certo para filmar.
Bugonia estreou em 31 de outubro e já vem chamando atenção. O filme arrecadou US$ 5,5 milhões no primeiro fim de semana — o melhor resultado de estreia da carreira de Lanthimos — e recebeu 86% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Ou seja: Emma Stone enfrentou o medo, raspou o cabelo, sobreviveu à loção alienígena e ainda garantiu mais um sucesso com o diretor mais estranho (e genial) de Hollywood. Porque quando Yorgos Lanthimos chama, a única resposta possível é: “onde está a navalha?”.