O chefão da DC Studios, James Gunn, voltou a comentar sobre o futuro do Universo DC (DCU) e deixou claro que, se depender dele, a prioridade é qualidade acima de quantidade.
Em entrevista ao podcast 2 Bears, 1 Cave, Gunn contou que a primeira grande fase do DCU, batizada de “Deuses e Monstros”, deve se estender por quase uma década. Mas ele fez questão de reforçar que o planejamento não é engessado:
“É como uma década, talvez um pouco menos. Mas é tudo muito solto. Os pontos principais continuam, só que algumas coisas mudaram”, explicou.
Superman na frente da fila
Uma dessas mudanças foi o anúncio de “Homem do Amanhã”, novo filme do Superman escrito e dirigido pelo próprio Gunn, que estreia em julho de 2027. O projeto nem estava na lista inicial, mas avançou rápido e acabou ganhando prioridade sobre títulos já revelados como A Autoridade, Waller e Os Corajosos e os Ousados.
Segundo Gunn, a ideia é não forçar uma enxurrada de lançamentos — a DC deve focar em um ou dois filmes por ano. A comparação com a Marvel é inevitável: enquanto o estúdio rival sofreu com a sobrecarga de produções e cronogramas apertados, a DC quer evitar esse desgaste logo de cara.

Portas abertas para novas ideias
Outro detalhe que chama atenção é a abertura para diretores com propostas fora da caixa. Foi assim que surgiu o filme “Cara de Argila”, apresentado por Mike Flanagan. O longa está previsto para 2026 e promete ser um terror corporal com classificação para maiores, servindo como porta de entrada para a Gotham do novo DCU.
Ou seja: o plano de Gunn é contar uma grande história ao longo dos anos, mas sem engessar a criatividade nem apressar nada. Cada projeto precisa se sustentar sozinho e, ao mesmo tempo, alimentar a saga maior do universo compartilhado.
Pelo visto, a palavra de ordem no novo DCU é paciência — e os fãs só têm a ganhar com isso.