O spin-off de Tulsa King, estrelado por Samuel L. Jackson, mudou de nome, de cidade e praticamente de identidade criativa. O que antes era NOLA King agora atende por Frisco King.
Sai Nova Orleans.
Entra Frisco, Texas.
E com isso, muda o tabuleiro inteiro.
A série acompanha Russell Lee Washington Jr., o assassino de aluguel que dividiu passado (e cela) com Dwight Manfredi, personagem de Sylvester Stallone. Russell já deu as caras na terceira temporada de Tulsa King e deixou claro: ele não é coadjuvante de ninguém. Ele é protagonista de caos.
Mas o bastidor estava turbulento. O showrunner original, Dave Erickson, saiu do projeto. Reformulação criativa ativada. E aí vem o movimento que diz muito sobre o momento da indústria:
Taylor Sheridan vai escrever pessoalmente os oito episódios.
Sim. Todos.
É aquele movimento clássico de “deixa que eu resolvo”. Sheridan assumindo o controle total do próprio universo — algo que já virou padrão nas suas produções. Algumas séries dele, inclusive, já funcionaram praticamente sem showrunner tradicional. É a marca autoral acima da estrutura.
As filmagens começam no fim de março em Fort Worth, no Texas — no complexo de produção que Sheridan abriu com David C. Glasser. O homem não está só criando séries. Está criando território.
E tem mais tensão corporativa no ar.
Sheridan já anunciou que deixará a Paramount para integrar a NBCUniversal quando seu contrato atual terminar. Mesmo assim, Paramount+ segue apostando pesado no projeto. Declarações públicas reforçam entusiasmo, confiança e aquela narrativa de “estamos juntos até o fim”.
Enquanto isso, Tulsa King já garantiu quarta temporada antes mesmo da terceira estrear. O universo segue expandindo — exatamente como aconteceu com Yellowstone, que abriu caminho para 1883, 1923, Marshals e The Dutton Ranch.
Sheridan entendeu algo que Hollywood demorou para aceitar:
não se cria apenas uma série.
cria-se um ecossistema.
E agora, com Frisco King, ele troca o jazz de Nova Orleans pelo calor texano. Troca atmosfera por brutalidade seca. Troca promessa por controle total.
No fim, não é só uma mudança de título.
É uma reafirmação de poder.
E quando Samuel L. Jackson entra no seu universo…
você não reduz a escala.
Você aumenta o volume.