O novo Superman, dirigido por James Gunn, revitalizou o DCU e trouxe mudanças ousadas à mitologia do herói. Além do sucesso nas bilheterias, uma reviravolta específica no filme continua gerando discussões entre fãs: a revelação de que Jor-El e Lara Lor-Van enviaram Kal-El à Terra não como símbolo de esperança, mas com o objetivo de conquistá-la e perpetuar a cultura kryptoniana.
A chocante descoberta leva Superman (David Corenswet) a rejeitar o destino imposto e traçar seu próprio caminho heroico. Mas a trama deixa uma enorme questão no ar — e ela envolve diretamente a Supergirl.
Supergirl entra em cena — e traz novas dúvidas
Nos momentos finais do filme, o público conhece rapidamente Kara Zor-El (Milly Alcock), prima do Superman, que surge para buscar seu cachorro, Krypto. A aparição curta, porém impactante, levanta uma dúvida central:
se os pais de Superman tinham intenções opressoras, o que isso significa para Supergirl e sua visão sobre Krypton?
Criações diferentes, visões diferentes
Superman e Supergirl compartilham origem, mas não vivências.
- Kal-El chegou à Terra bebê e não tem memórias de Krypton. Tudo o que sabe sobre sua cultura é aprendido de forma indireta.
- Kara, ao contrário, cresceu em Krypton. Ela viveu sua cultura, presenciou sua destruição e viu pessoas próximas — incluindo a mãe — morrerem.
À primeira vista, isso poderia sugerir que Supergirl carregaria os mesmos ideais supremacistas apresentados pelos pais de Kal-El no filme. Mas a história dos quadrinhos indica o oposto.
Nem todos os kryptonianos pensam igual
Em Supergirl: Woman of Tomorrow, HQ que inspira o próximo filme da heroína, descobrimos que Argo — cidade onde Kara vivia — sobreviveu por um período após a destruição de Krypton. O isolamento forçado criou novas dinâmicas e possivelmente uma subcultura própria.
Mais que isso:
Zor-El e Jor-El tinham visões diferentes sobre sua sociedade.
O próprio Zor-El considerava o irmão “frívolo”, indicando discordâncias profundas. E, antes de enviar Kara ao espaço, seu único conselho foi simples e revelador: “seja boa”.
Enquanto Jor-El e Lara enviam Kal-El com intenções dominadoras, Zor-El enfatiza bondade — uma forte evidência de que a visão dos pais de Superman não representa toda Krypton.
Quem será a Supergirl do DCU?
O comportamento desregrado e caótico mostrado brevemente no filme pode sugerir que Kara está abalada pelas revelações sobre Krypton. Mas, considerando sua história, é mais provável que seu trauma venha de outra fonte:
ela perdeu seu planeta, sua família, sua cidade e presenciou a morte de praticamente toda a sua civilização antes de ser enviada sozinha ao espaço.
A mensagem de Jor-El pode até influenciar futuras tramas, mas não parece ser o principal motor das emoções da personagem. Kara já tem motivos de sobra para estar emocionalmente devastada — e sua jornada promete explorar essa dor.
Expectativa alta para “Supergirl”
Com tantas possibilidades, a introdução de Supergirl abre caminhos profundos para o DCU. Resta saber como James Gunn e a DC irão conectar a polêmica revelação de Superman à trajetória de Kara Zor-El — e que tipo de heroína ela se tornará.
A única certeza é que seu futuro já se tornou uma das partes mais aguardadas da nova fase da franquia.