Se você achou que já tinha visto de tudo no universo Pokémon, Pokopia veio provar que não. O jogo, que chega no ano que vem apostando firme no clima aconchegante de “fazer nada enquanto finge que faz muito”, coloca você no papel de um Ditto transformado em humano tentando ressuscitar uma ilha abandonada até virar uma comunidade charmosa o suficiente para qualquer Pokémon querer morar.
A maior parte dos monstrinhos continua com aquele visual tradicional que todo mundo já conhece, mas o trailer mais recente resolveu mudar o tom e mostrar algumas versões alternativas de velhos conhecidos. Entre elas, um certo Pikachu branco que, sinceramente, parece estar um antibiótico atrasado.
O vídeo estendido apresentado pelas desenvolvedoras mostrou como o nosso Ditto vai trabalhar lado a lado com seus novos vizinhos para reconstruir a ilha. Algumas novidades chamaram atenção: Ditto poderá assumir formas como Lapras e Dragonite para se locomover; os habitantes terão tarefas e pequenos mistérios para desvendar; e o tal do Gameshare permitirá jogar em coop, mesmo entre diferentes versões do Switch, sem a necessidade de cada pessoa ter o jogo. Uma raridade em 2025.
Mas o assunto que realmente roubou a cena foi a leva de novas formas Pokémon espalhadas pelo trailer. Temos um Snorlax coberto de musgo, um Tangrowth cinza que passou de planta ambulante a professor da ilha, um Smeargle que parece ter mergulhado inteiro num balde de tinta, e aí chegamos ao enigma principal: o Pikachu branco.
A criatura responde pelo nome de Peakychu. Ela é uma Pikachu fêmea, como dá para notar pela cauda em formato de coração, e tem aquela aparência frágil, quase caída, como quem precisa de uma vitamina urgente. O jogo ainda não explicou o motivo dessa palidez toda, mas tudo indica que existe uma historinha misteriosa por trás. Curiosamente, HeartGold e SoulSilver quase tiveram um Pichu Branco anos atrás, mas acabaram trocando a ideia pela versão de orelhas espetadas que virou distribuição especial. Pokopia, pelo visto, decidiu resgatar essa energia esquecida.
Esses novos visuais também parecem ser um modo simpático de diferenciar os potenciais moradores da ilha, algo que faz sentido dentro desse estilo de jogo. E não seria surpresa se, em algum momento, Peakychu e companhia acabassem dando as caras em Pokémon Go ou até nos RPGs principais, porque nenhuma oportunidade de promoção cruzada costuma passar despercebida.
Seja como for, Pokopia está misturando gerenciamento de cidade com um tempero de mistério inesperado. Com sorte, em março finalmente descobriremos se Peakychu está doente, tímida ou apenas precisando de um chá bem forte.
Lançamento marcado para 5 de março. Até lá, seguimos preocupados e curiosos.