Prepare-se para trocar a praia de Barbie por um pântano ventoso: a nova adaptação do clássico de Emily Brontë, “Wuthering Heights”, dirigida por Emerald Fennell (de *Saltburn e *Promising Young Woman), acaba de divulgar seu trailer oficial.
No topo do pôster estão os astros Margot Robbie e Jacob Elordi, interpretando Catherine Earnshaw e Heathcliff – sim, o casal mais tóxico dos moors de Yorkshire. No clipe, a química entre eles vai de um beijo tenso a lambidas dramáticas em paredes estofadas – para os fãs da Brontë, imagino que seja algo como “esperava-me no limiar da loucura, meu amor”.
Aqui vai o que sabemos até agora sobre este projeto:
- Os protagonistas: Margot Robbie como Catherine Earnshaw e Jacob Elordi como Heathcliff
- Diretor e roteirista: Emerald Fennell, que já mostrou vontade de chocar com estilo e estética forte.
- O trailer foi lançado no início de setembro de 2025, com visual sensual, gota-gótica, e já está gerando discussões intensas sobre a adaptação.
- Produção e suporte técnico: elenco ampliado com nomes como Hong Chau, Shazad Latif e Alison Oliver; fotógrafo de destaque Linus Sandgren; trilha sonora com músicas originais da Charli XCX.
- Estreia prevista: nos EUA em 13 de fevereiro de 2026 (fim de semana do Dia dos Namorados) – ou seja, prepare o lencinho e o punhado de raiva.
- Controvérsia já na escalação de Elordi como Heathcliff. O romance original apresenta Heathcliff como “dark-skinned gypsy”, e muitos fãs questionaram a escolha – a equipe defendeu como “interpretação artística”.
- O trailer já mostra cena de massa-abrir-os-olhos: mãos em massa de pão virando metáfora sexual, olhares que prometem vingança, câmeras que deslizam pelos corpos em meio à névoa dos pântanos.
Confira o Trailer:
Por que isso importa (além de “ah, mais um remake”)?
- Porque se fosse só mais um “amor trágico na campina inglesa”, ninguém estaria fazendo tanto barulho. Mas a Fennell parece querer chacoalhar o clássico – transformar aquilo que foi romance melodramático num ritual visceral de paixão, vingança e destruição.
- Porque Margot Robbie, depois do Barbie, mostra que não está brincando: ela produz (pela LuckyChap), escolhe projetos que provocam e agora aposta em algo que mistura aristocracia, servidão e caos emocional.
- Porque cinema de época + visual estonteante + música pop contemporânea = apelo gigante para público que ama estética + drama + referência literária.
- Porque adaptações literárias importantes funcionam não apenas por fidelidade ao “texto original”, mas por como reinterpretam seus temas para o presente — e esse filme parece decidido a mexer no velho livro como se fosse nova ferida.